“Deixar ir” para que possamos encontrar novamente pode parecer um paradoxo, mas, de fato, é muito real!

Ao longo da vida, construímos sonhos e esperanças, metas, que incentivam as nossas ações e dão significado às nossas vidas. Esses sonhos e esperanças originam no pensamento e domínio emocional, e é esta a forma como criamos a nossa realidade e co-criamos o mundo.

Segundo a Lei da Atração, assim que estabelecemos as nossas regras, a próxima fase é a sua manifestação no mundo físico. É neste ponto que “as coisas” começam a ficar um pouco confusas! Porque manifestamos mais facilmente as situações de que temos medo, do que as quais mais ansiamos pela positiva? A resposta reside no desapego. As coisas que mais tememos ficam normalmente registadas no nosso subconsciente. Embora, esteja sempre presente no pensamento compulsivo, sob a forma de preocupação, na realidade, não as relembramos conscientemente, como um mecanismo natural de defesa. “Evitar pensar sobre a possibilidade, não vá o pensamento atrair as situações!” Quando se trata de resultados positivos, temos a tendência de fazer exatamente o oposto! Agarramo-nos aos pensamentos positivos o mais que podemos, com toda a nossa força interior, para nos garantir a constante motivação. Como um lembrete, ou “a cenoura na frente dos olhos”! Ao fazê-lo, mantemos a intenção retido na realidade do pensamento e no plano emocional, e não a libertamos para a sua manifestação. É preciso deixar ir!

É claro que não é simples assim. Como mencionado acima, o nosso subconsciente tem sempre a “última palavra” na manifestação. “Deixar ir” aplica-se a tudo, às nossas esperanças, os nossos objetivos, assim como também aos nossos medos e angústias. E como fazemos isso? Através da confiança e aceitação. Confiar no universo ou Deus, e aceitar o que virá, porque só assim podemos começar a perceber que, tudo o que temos é exatamente o que precisamos para alcançar aquilo que sempre quisemos.

Só deixando ir, damos o “espaço” e “tempo” necessários para a manifestação. Que é exatamente o momento em que vamos encontrá-lo novamente! Deixar ir não significa desistir! Significa apenas dar-lhe liberdade de ação, liberdade de SER e existir!

Eli de Lemos

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