O que são as emoções?

As emoções governam a nossa vida muito mais do que nos apercebemos. Elas são a base de toda a nossa vida, consciente e inconscientemente, das nossas acções e reacções, das relações connosco próprios e com os outros, do nosso Ego e da forma como vemos a vida e o mundo ao nosso redor. Elas controlam tudo!

 

Há pessoas que são altamente emocionais, que justificam todas as suas acções e dramas pela simples razão de serem “emocionais e sensíveis”; há pessoas que escondem as suas emoções devido a muitas razões sociais e preconceitos, como por exemplo, que “mostrar as emoções é um sinal de fraqueza”, e é claro,  existem os psicopatas que parecem não sentir qualquer emoção, porém o ódio, a raiva e a ganância são também emoções.

 

As emoções são energia, frequências, e cada emoção é uma frequência diferente. Existem as emoções de alta vibração, as neutras e as de baixa vibração. De onde vêm as emoções? Todas as emoções, sem excepção vêm do Amor, o primordial, o Amor Incondicional, que não é uma emoção, mas a mais poderosa Energia universal, a força de vida, o Criador, a própria gravidade! À medida que descemos na tabela emocional, do estado pleno de Amor incondicional, encontramos a paz, e a nossa paz interior naturalmente, a alegria, a compaixão, a paciência e assim por diante. Estas são as emoções de alta vibração. As emoções neutras experimentamos quando apenas sobrevivemos, dormentes e sem qualquer expectativa. E, por fim, as emoções de baixa frequência, em que basicamente tudo acaba no medo. O medo é o oposto directo do amor; o medo é o amor, no seu mais baixo estado vibracional. Todas as emoções de mais baixa vibração derivam do medo directamente, e indirectamente do amor.

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Agora, as questões mais importantes são: quando é que o amor se transforma em medo, e porque não mencionei o amor indivíduo, o amor romântico?

 

A nossa principal e mais comum noção de amor romântico é, por si só, uma montanha-russa de vicissitudes. Começa sempre com muita paixão, entusiasmo, uma alegria desmedida e contagiante, êxtase, porém logo depois transforma-se em possessividade, ciúme, medo de perder ou de ser magoado, etc. Tenho a certeza de que todos nós sabemos muito bem, pela experiência. Este conceito de amor é, obviamente, baseado no medo, mas é algo de muito mais profundo. É sobretudo uma afirmação de como procuramos o amor como uma auto validação e auto-aperfeiçoamento, como nos valorizamos principalmente através dos olhos dos outros, de uma fonte externa, em vez do amor-próprio, da auto validação interior. Isso não significa que não existam relacionamentos amorosos saudáveis, mas sim que a principal diferença começa com o amor-próprio.

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Todos nós amamos algo, o céu, a lua, o mar, os pássaros a cantar, a brisa refrescante no verão, mas não pensamos em como o dia irá se transformar em noite, ou como os pássaros vão voar para longe. Não tentamos controlar e possuir esses prazeres, nós simplesmente desfrutamos, aproveitamos o momento! Esse sim é o verdadeiro significado de amor romântico e como devemos amar a nossa cara-metade!

 

Quando é que o amor se transforma em medo?

 

No momento em que deixamos as emoções controlar-nos, por meio da identificação pessoal. Nós, vulgarmente pensamos em nós próprios em termos de características emocionais e etiquetas. Apegamo-nos às nossas emoções, e reduzimo-nos às exigências da aceitação social, esquecendo a nossa verdadeira natureza infinita e universal.

 

É uma questão de ou controlamos as nossas emoções ou as nossas emoções controlam-nos! A diferença pode ser libertadora para dizer no mínimo. O medo e todos os seus estados emocionais tornam-nos vulneráveis, fracos e susceptíveis a doenças. Rouba-nos literalmente a vida! Por outro lado, prosperidade dá-nos vida, o amor atrai mais amor, mais alegria, mais razões para viver, e restabelece a saúde física e mental. Trata-se de uma opção, apenas mais uma escolha diária neste universo de livre-arbítrio. O que prefere para si?

 

Eli de Lemos

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