Compreendermos os verdadeiros conceitos universais é meio caminho para a Consciencialização. Como castelos de cartas, se as bases não forem bem sólidas, todo o conhecimento adquirido reduzir-se-á à sua fragilidade básica. E, assim é a nossa sociedade, uma história de conceitos meios interpretados e cheio de brechas, à espera do seu inevitável colapso total.

 

A própria palavra já induz o erro, mas não é a origem da sua incorrecta interpretação. Fruto de uma mentalidade separatista, versus a mentalidade de Unidade, baseada na energia do medo, em contraste ao Amor puro, a palavra “Dualidade” descrita convencionalmente como “dois princípios opostos”, representa na realidade “dois lados da mesma moeda”, dois aspectos da Unidade, como o dia e a noite, o quente e o frio, são apenas manifestações do mesmo.

 

O seu conceito base advém da diferenciação da energia, em Feminino e Masculino, que nada tem a ver com género ou sexualidade, mas sim com o seu funcionalismo.

 

Tudo é Energia, em constante vibração e movimento. Movimento este que se manifesta num perpétuo “pulsar”, em expansão e contracção, cientificamente designados por entropia e sintropia. A expansão, ou entropia, representa a energia masculina, que se estende para além da sua origem, e a contracção, a sintropia, o seu retorno à Fonte, ao Ser Absoluto, a energia feminina. Em resumo, o Tao, o Yin-Yang, a dinâmica universal, sem a qual o universo como percepcionamos hoje e Agora, não existiria, sem o qual Nós não “seríamos”.

 

Como “quem conta um conto, acrescenta um ponto”, na mentalidade separatista acrescentámos-lhe uma conotação competitiva, de “in-divi-dualismo”, ou uma realidade ou outra, mas não podemos escolher as duas! Tornou-se regra. E com isso, separámos o Conhecimento em duas versões à escolha, e ainda adicionámos-lhe um carácter polar, o negativo e o positivo, uma versão é “má”, a outra é “boa”, à mercê do intérprete. Criámos um falso livre-arbítrio.

 

De volta à Unidade, ao Amor, e numa Consciência mais ampla, podemos melhor aceitar a sua verdadeira natureza, compreender a sua razão de ser. O universo simplesmente é como é, e questionar a sua perfeição divina em bases de interpretações humanas e separatistas é perder tempo e o propósito de Vida. A sua ACEITAÇÃO eleva-nos para novos patamares de Conhecimento, para novas etapas de descoberta e aprendizagem. Liberta-nos das correntes e limites por nós criados e permite-nos evoluir para terrenos desconhecidos e à espera de serem desbravados. Nem o céu é o limite, porque a Criação é infinita, assim como a “escadaria” do Conhecimento.

 

Eli de Lemos

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