À medida que a toca de coelho se aprofunda, assim como a nossa compreensão, a verdade revela-se. Somos seres de Luz, indiscutivelmente, mas também somos a escuridão. Isso não significa, de forma alguma, que somos bons ou maus. Esta linha de pensamento de dualidade tem de chegar ao seu fim, se escolhermos a Unidade.

Na perspetiva da unidade, a dualidade não existe. Se a dualidade representa duas partes de um todo, na Unidade, a totalidade é tudo o que existe, tudo o que importa e em que nos devemos concentrar. A dualidade torna-se, então, o Todo, torna Unidade.

Antes do Big Bang, havia “nada”, e deste “nada” surgiu tudo, a luz, a matéria, nós. O “nada” não tinha luz. Luz é um resultado, uma manifestação da criação, mas a sua verdadeira origem é o “nada”, a nossa verdadeira origem de existência.

Por todo este incrível e infinito universo, há aproximadamente 4,9 por cento de luz e de matéria, 26,8 por cento de matéria escura (ou antimatéria), e 68,3 por cento da energia escura. De um ponto de vista espiritualista, isso significa que o universo é “mau”, já que é composto principalmente de escuridão? Claro que não, pois é a matéria escura e energia escura que “mostram a luz” e permitem a matéria tomar forma. Em outras palavras, como é que sabemos o que a luz está se não tivéssemos a escuridão? Também a Luz possui um espectro de frequências, de vibrações mais baixas às mais altas. É assim que é.

Ao aceitar que o Amor é tudo o que existe, a fonte de toda a existência, então existe amor em cada manifestação, na luz e na escuridão.

O paradoxo Luz/trevas não pode justificar as nossas ações e o nosso julgamento. Em termos de criação, não há bom ou mau, há apenas frequências e funcionalidades. Toda a manifestação serve um propósito e serve a “Bem” maior do Equilíbrio Universal.

Só podemos realmente despertar uma vez que questionarmos as raízes das nossas crenças, e enquanto pensamos em termos de divisão, dualidade e separação, não podemos, por e simplesmente, atingir a Unidade.

Eli de Lemos

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