No espectro de cores o vermelho é a mais baixa manifestação vibracional. É assim que consideramos o nosso amor?

 

As cores são energia, frequências específicas, cada uma correspondente a um nível vibracional ou (sub)dimensão. Se incluirmos às já conhecidas fisicamente visíveis sete cores eletromagnéticas ou espectro de luz visível, as cores do arco-íris, o preto, a ausência de cor, e o branco, a soma de todas as cores, no total existem nove. O Preto e branco não são cores, uma vez que não possuem qualquer comprimento de onda, mas ainda assim são partes do todo.

 

O vermelho é a cor da paixão, do desejo, luxúria e sexualidade. A cor de Marte (o planeta vermelho), do deus romano da guerra, o símbolo da supremacia da energia masculina, a força, a ira e ação. O vermelho é a cor do sangue.

 

“A cor vermelha é uma cor intensa que está repleto de emoção variando de paixão, o seu intenso amor a ira e a violência – representando tanto o cupido e o diabo.” – Jennifer Bourn (BournCreative.com)

spectrum

A luz vermelha visível tem um comprimento de onda de cerca de 650 nm (nanômetros), o maior e mais lento dos comprimentos de ondas do espectro, e por conseguinte também o mais baixo nível de energia vibracional.

 

Sob uma perspetiva espiritual, o vermelho é a cor do chakra básico, o chakra da Raiz. Simboliza a vida, vitalidade, força física, a estabilidade e a segurança da natureza física do homem, a sua ligação com a Terra e enraizamento e a mais primitiva sobrevivência física e emocional. Os principais bloqueadores deste chakra são o medo e a ansiedade.

 

Se entendermos o amor como uma necessidade de sobrevivência física, que de facto é baseado na sexualidade ou um convincente sinal de falta de amor-próprio (interior) e carência afetiva, o amor como um produto de desejo e necessidade, então o vermelho é a sua cor correspondente. Um amor baseado no medo, limitado pela expectativa e suscetível a oscilações de ego. Num sentido altivamente espiritual, o verdadeiro amor não é necessidade nem luxúria, mas a nossa essência natural, um estado puro de equilíbrio, de paz e a ligação com a origem e a própria Fonte.

 

Se tivermos de escolher uma cor mais adequada para o amor universal, o amor incondicional, o branco seria a melhor opção espiritual. A “cor” de tudo o que existe, representante da presença divina e do Espírito, a pureza e o infinito, porque o amor é tudo o que há.

 

A partir do espectro na perspetiva de cura, o complemento de vermelho é o verde, a sua combinação acalma paixões enfurecidas, a ira, e equilibra as emoções. O Verde é a cor do equilíbrio e da harmonia, um equilíbrio entre o coração e as emoções, a mente racional e a consciência intuitiva do Coração.

 

Desde sempre, o verde tem sido sinónimo de crescimento, de renovação e de renascimento e fertilidade. No paganismo, o “Homem Verde” é um símbolo de fertilidade. Nos países muçulmanos, é considerado uma cor sagrada. Na Irlanda, a cor da sorte. Na dinastia Ming era a cor dos céus. Verde é também a cor da vida, da Primavera e da natureza. É uma cor emocionalmente positiva, que estimula o amor-próprio, bem como o amor incondicional para com os outros. O Verde é a cor do chakra do Coração, a ponte entre o físico e o espiritual, a ligação à Fonte de amor, a empatia e a verdadeira compaixão.

o verde amor

A cor verde possui incríveis poderes curativos e é a mais tranquila e relaxante aos olhos humanos. Estimula a visão, a estabilidade e a perseverança. É pacificadora e relaxadora por natureza. O Verde alivia a ansiedade, a depressão física e emocional, e agitação interior. Traz-nos um sentimento de esperança, de saúde e de renovação. O Verde simboliza o Mestre Curador e a força de vida.

 

Não há cores “boas” ou cores “más”. Cada cor serve uma finalidade, uma determinada frequência funcional. Creio que é importante compreendermos o significado por trás de cada cor, antes de aceitarmos qualquer associação interpretativa cegamente.

 

Eli de Lemos

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