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Satori Rei

CONSCIÊNCIA DE ENERGIA UNIVERSAL

Mês

Fevereiro 2016

O Equilíbrio Universal

Nada no universo ou multiverso, é criado aleatoriamente. Existe um equilíbrio sempre presente, unificando todas as coisas num só campo de consciência superior e auto manifestação. Tudo está interligado. Não existem sistemas isolados na realidade.

 

Assim sendo, a nossa perceção de separação da matéria é apenas uma ilusão. Se interpretarmos as coisas a partir da sua forma, acreditamos que há um fim, um limite, uma separação entre todas as coisas. Como o corpo humano e a sua pele, a linha de fronteira onde termina o corpo e começa o espaço exterior.

 

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O nosso conceito de equilíbrio é baseado em uma balança, consistindo em dois pratos separados, de significados opostos. Poderá aplicar-se sob uma micro perspetiva da consciência, mas é totalmente desatualizada sob um ponto de vista mais global, a partir de um nível superior de consciência.

 

Quando se trata de energia, e energia é tudo o que existe, apenas variações são medidas em termos de frequências, o que nos dá a ilusão de formas, cores e estados da matéria (sólido, líquido, etc.), mas ainda e no entanto, apenas energia.

 

“Se quiséssemos encontrar algo que ligue todas as coisas, o que seria? O Espaço. Até o chamado mundo “material” em que vivemos é 99,99999…% constituído por espaço.”

The Resonance Project

 

Para cada matéria existente (+), há uma correspondente antimatéria (-), para cada positivo, existe um negativo. Para cada manifestação de energia feminina (v), um correspondente masculino (^), para cada entropia, uma sintropia. É assim que o Todo se mantém em equilíbrio, sem separação mas em complemento e eternamente interligados e dependentes a cada variação.

 

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados “– Principio universal da Polaridade, O Caibalion (Kybalion).

 

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Em termos práticos, podemos “ver” muito “mal” no mundo neste momento, mas isso também deveria lembrar-nos em todo o “bom” que o equilibra, se realmente pudéssemos pensar em termos de bom e mau. Bom ou Mau é uma questão de interpretação e julgamento, apenas e muito subjetivo. Serviríamos muito melhor a humanidade se substituíssemos de uma vez por todas por vibrações de baixa ou alta frequência.

 

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Existem muitas vertentes sobre este equilíbrio universal, em como se aplica a todas as realidades e possíveis e infinitas manifestações. Uma com a qual atualmente nos mais debatemos, com a nossa evolução natural como seres enérgicos e elevação de consciência, aquilo a que o movimento “New Age” se refere como ascensão.

 

Existe sem dúvida uma sintropia interior a ocorrer individual e globalmente, retornando à Fonte e Consciência de Amor. Cada qual co-evoluindo a seu próprio ritmo, individualmente, mas ao mesmo tempo afetando e contribuindo para o campo global da consciência coletiva.

 

Por mais que um único indivíduo possa querer evoluir exponencialmente e exceder a média, a lei universal da correspondência não permite tal disparidade. “O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima. O que está dentro é como o que está fora”. Individualmente, por mais que possamos evoluir interiormente,  estará porém sempre estar em coerência com a energia externa, de modo a não desestabilizar o equilíbrio universal. Podemos somente crescer em uníssono, como uma consciência individual e o seu ambiente, juntos.

 

Nesta magnífica dança de crescente consciencialização espiritual, aprendemos e partilhamos, atingimos o objetivo e aguardamos pelos outros para que se juntem a nós. Como as notas musicais, de comprimentos de onda diferentes juntos compondo uma sinfonia, e transcendendo as suas capacidades individuais.

 

Eli de Lemos

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A verdade sobre a ascensão

Ascensão, ativações ou uma natural evolução universal? Durante alguns anos, e mais especificamente desde 2012 e a sua referência no calendário Maia, este é um dos temas mais debatidos e explorados. Como uma nova tendência “New Age”, a corrida para a ascensão começou implacavelmente. Em vez de unir a humanidade, como deveria, de alguma forma separou-nos ainda mais. Surgiram novos tipos de discriminações, os veganos versus carnívoros, espirituais versus materialistas, espiritualidade versus a velha ciência e religião, sem mencionar a variedade de novos sistemas de crenças e teorias, e a sua competição brutal por apoiantes. Isto não é espiritualidade!

 

Quando transcendendo em amor, a dimensões mais vibratórias, não há julgamento e nenhum sentimento interior de superioridade, estes são dois dos principais sinais da ilusão de ascensão. Não existe qualquer lógica ou motivo para nos sentirmos superiores aos outros ou mais iluminados por conhecimento adquirido. Pelo contrário, quanto mais aprendemos verdadeiramente, mais pequenos nos sentimos, porque a compreensão acompanha-se por uma sensação avassaladora de simplicidade e humildade. Somos minúsculos na escala universal e no entanto fundamentalmente uma parte do Todo.

 

Uma outra referência perigosa e muito comum é sobre o “caminho espiritual correto” ou o “caminho errado”. Uma vez mais, a presença de julgamento e de dualidade. O caminho espiritual é a Vida. Todos nós somos seres espirituais, cada um no seu próprio caminho, e sempre em prol da nossa aprendizagem espiritual. Não há separação, não há nenhum caminho “errado”, apenas o Caminho.

 

Ascensão poderá ser apenas um termo moderno para explicar a nossa evolução espiritual diária. Do que estamos a ascender, e com que finalidade? Por outras palavras, estamos evoluindo vibracional e dimensionalmente, de um estado inferior, menos vibracional, para um estado de consciência superior, mais vibratório. Isto é algo que temos vindo a fazer durante toda a nossa vida, a cada dia, ao aprendermos a ser pessoas melhores e mais sábias, para connosco próprios e com os outros. Ascensão não implica necessariamente um espaço diferente, mas sim uma mudança de uma perspetiva externa para a consciência interior, a Fonte dentro de nós próprios. A única diferença é que agora a mudança é a nivel global e universal, e o aumento de frequência é ampliado afetando todos nós, coletivamente. Esta é a mudança para a Unidade, o estado de consciência coletiva e apenas mais um passo natural na escadaria da evolução universal, o ciclo sintrópico.

 

Muitos irão debater pela referência a uma matriz baseada no medo, a que estamos todos energicamente submetidos e emprisionados. Muito embora eu não negue a sua existência e a tentativa de controlo, devo sublinhar o nosso direito de livre escolha espiritual. Enquanto houver livre escolha, há um caminho, uma opção, uma oportunidade para transformar e reforçar o Amor. Se estivéssemos presos de forma irreversível, não teríamos opções. A energia nunca poderá ser destruída, apenas transformada. Pode ser usada e roubada mas nunca eliminada, ainda mais enquanto houver uma consciência universal divina na sua base, como é o nosso caso.

 

O ponto fundamental é que a natureza decorre no seu curso, ao seu próprio ritmo. A evolução é inevitável, mas deve fluir naturalmente e não ser apressada. Existem riscos físicos e mentais ao precipitarmo-nos em frequências mais elevadas sem uma boa e adequada preparação e estabilidade física, mental e emocional. Iremos certamente sentir quando chegar o momento, é memorável para dizer no mínimo. E tudo isso apenas acontece espontaneamente, enquanto progredirmos na nossa capacidade de amar e aceitar o universo exatamente como é.

 

É por isso que não sou a favor de técnicas de ascensão ou rituais de ativação. O nosso corpo, ADN, Chakra cardíaco ou Coração Supremo (Timmus), glândula pineal e chakras superiores, “ativar-se-ão” por si naturalmente, uma vez atingido o nível de frequência interna correto e correspondente. Como qualquer máquina que quando submetida a energias mais elevadas do que as destinadas a suportar, destrói-se de dentro para fora e esgota-se. Existem técnicas prejudiciais que devemos evitar mas também existem alguns métodos bastante úteis e necessários para a nossa manutenção. Existem sistemas holísticos, como o Reiki por exemplo, que nos ensinam sobre o amor universal, como cuidar de nós próprios de uma forma sana e reassumir a nossa responsabilidade na nossa cura. Podemos também, e devemos, perdoar e aprender o desapego, encontrar a nossa paixão interior, o nosso propósito de vida e missão, meditar diariamente, praticar o enraizamento e amar, amar tudo. Como a água, não precisa de ativação para purificar, apenas de ser amada. O amor é a resposta, a porta para a transcendência e interdimensionalidade.

 

Eli de Lemos

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