A Empatia não é um dom só para pessoas especiais. É uma parte de todos nós, um dos nossos mais preciosos sentidos do coração e da alma, uma comunicação de energia, unindo todos os seres universalmente, interiormente, a ligação de alma entre os seres. Não podemos evitar sentir cada Ser tão profundamente. Estamos sempre ligados.

 

 

Durante muito tempo, a capacidade de sentir os outros interiormente, as suas emoções e frequências, a sua dor e alegria, também conhecido como empatia, foi assumida como um dom especial, uma extraordinária capacidade reservada apenas para alguns seres sortudos e iluminados, os “extra sensitivos”, os PES (“Perceção Extra-Sensorial”), os paranormais e  médiuns, mas não uma característica comum. O que terão essas pessoas que a maioria desconhece? Um sentido de conexão, um vínculo espiritual com a Fonte e com o mundo ao seu redor!

 

 

A palavra empatia deriva da antiga palavra grega ἐμπάθεια (empatheia), que significa “afeto físico ou paixão”. Oficialmente, “empatia é a capacidade de compreender ou sentir o que o outro (um humano ou animal não humano) sente a partir de dentro de outro quadro de referência, i.e., a capacidade de colocar-se a si mesmo na posição de outro.” A não ser confundido com o conceito de simpatia, “a perceção, o entendimento e a reação à angústia ou necessidade de outro ser humano.”

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A empatia e a simpatia são frequentemente confundidas. Simpatia é o reconhecimento da dor e sofrimento de alguém, de uma perspetiva separada (física e emocionalmente), enquanto a empatia é literalmente sentir na sua própria “pele”. Qualquer pessoa pode ser simpática, sem ser realmente verdadeira ou estar preocupada. As palavras enganam sempre que o coração está fechado.

 

 

A empatia é como os votos de casamento: “prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida…”. Não podemos evitar sentir a dor que paira à nossa volta, e por esse motivo, para muitos a empatia é compreendida como uma maldição. Essa é também a principal razão pela qual a maioria das pessoas prefere a abordagem simpatética. É mais fácil, menos dolorosa e socialmente aceite. Esta é a forma que nos foi ensinada.

 

 

Assim que nos entregamos ao nosso caminho espiritual, muitas mudanças começam a acontecer dentro de nós. Começamos por (re)conectarmo-nos interiormente, a energia do nosso corpo físico, as nossas emoções, a nossa alma e o nosso propósito de vida. Quanto mais nos ligarmos à nossa alma, mais nos reconectamos com o Uni-multiverso e a Fonte. Quanto mais praticarmos, maior será a nossa comunhão com o eterno fluxo da Energia Universal (Rei).

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Como já sabemos, pois lá estamos há algum tempo, a primeira fase de ligação com a Fonte é a desintoxicação, física, e mais importante, emocionalmente (energicamente), para libertar o nosso Ser espiritual de vibrações densas que nos atrasem na cadeia evolutiva. E porque de momento ainda há muito sofrimento no geral para nos desapegarmos, esse seria o mais frequentemente sentido. A cura começa sempre quando os bloqueios são libertados com o nosso Amor e compreensão. Só após esta fase, o equilíbrio interior e espiritual ressurge. Com a empatia, uma vez que começarmos a abrir os nossos corações, reconectamo-nos com toda a Vida à nossa volta, e mais fortemente quando estamos emocionalmente ligados a alguém ou a alguma coisa. Começamos a sentir a energia de outras pessoas tão profundamente quanto a nossa própria. Este é o primeiro desafio, saber se a energia é nossa ou de outra pessoa(s).

 

 

Existe um grande motivo pelo qual devemos sentir a dor dos outros. A empatia é a união dos seres. “Eu sinto-te porque somos UM!” Para alcançarmos a próxima fase da evolução da humanidade, da Consciência Individual (Ego) para a Consciência Coletiva (Unidade), precisamos conectar-nos. A melhor maneira de os seres humanos se entenderem uns aos outros é sentindo as suas dores. Embora possa parecer tresloucado, a história tem-no provado vezes sem conta, como os momentos dolorosos são também aqueles que mais nos unem. Coletivamente, une-nos em um objetivo comum. Individualmente, ensina-nos como tratar os outros com respeito e compaixão, Amor. Acredito realmente que uma das principais razões para todo o egoísmo, a discriminação e a ignorância social reside na falta de empatia e ligação com o universo. Se podermos sentir o quanto magoamos as outras pessoas e como, ao mesmo tempo, nos magoamos no processo, iremos parar, nem que seja em modo automático de mecanismo de autodefesa. ” Não faças aos outros o que não queres que façam a ti.” – Confúcio

 

 

Não sentimos a dor de outras pessoas para as podermos curar. A pergunta mais frequente de um empático é: “O que devo fazer com esta capacidade?” Agora, já sabemos! Serve para a nossa autoproteção e balanço energético, porque poderá salvar-nos em muitas circunstâncias, de situações e pessoas tóxicas É uma defesa energética. Funciona sempre em prol do nosso bem-estar e aprendizagem do Amor, o objetivo da vida. O amor é a ligação e a meta final. A empatia é a primeira pedra para a construção de uma sociedade em Amor e com compaixão. A cura interior é um dever individual. Cada um de nós tem as suas missões pessoais, e as dores fazem parte.

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Por último, o que podemos fazer com a empatia, como podemos usar esta habilidade para o bem de todos? Podemos amplificar-nos uns aos outros!

 

 

Por favor, veja o vídeo:

 

Eli de Lemos

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