O maior vínculo entre todas as “partículas”, a nossa ligação mais íntima, o que nos une a todos é a Comunicação! Numa “realidade” de desconexão e separação, aprender a comunicar a partir de níveis mais profundos, com todo o nosso Ser e utilizar de maneira sábia (conscienciosamente), é de importância vital.

 

Consideramos a comunicação como uma simples troca de “palavras”, que começou apenas com sons, ou desenhos, e logo desenvolveu-se em estruturas mais complexas: em frases, mensagens… com fins mais amplos. Não meus queridos, a comunicação mais básica e significativa é a Energia!

 

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Já sabemos como a nossa energia precede sempre a nossa presença física. É realmente a nossa “aura”, o nosso campo eletromagnético que projetamos. Mas não só! Também comunicamos pelo pensamento e principalmente pela Intenção. A comunicação mais harmoniosa e eficaz, exige escolhas muito conscientes, tais como a Honestidade e uma completa transparência na nossa Intenção e energia interna! Ninguém disse que era fácil!

 

A Honestidade, juntamente com um conhecimento prático de Empatia, Amabilidade e Compaixão, é uma peça importante do processo, um elemento vital. Portanto, a primeira coisa nas nossas agendas é: parar de mentir a nós próprios! Envolvemo-nos de tal maneira no jogo das “mentiras brancas”, que esquecemos a honestidade e a sua valiosa lição. Ela começa de nós, do nosso interior, e somente nós próprios podemos quebrar esse ciclo. Em seguida, naturalmente vamos parar de sentir a necessidade de mentir para outros, para nos protegermos. É um círculo vicioso.

 

Para permitir a metamorfose, devemos abraçar os nossos receios, “agarrar o touro pelos cornos” suavemente, pois também eles, os nossos receios, trazem uma mensagem do interior (do nosso estado emocional mais profundo). Eles falam sobre os nossos bloqueios, das nossas resistências subconscientes, e ajudam-nos a avançar e a crescer, mas com cuidado!

 

Para a energia, não há certo ou errado, bom ou mau, existe apenas propósito (neutro), uma Intenção! Esta é a mensagem que enviamos ao mundo exterior, aos “outros”, à realidade que criamos, ao multiverso, o nosso “feed-forward” (o que emitimos)!

 

Mais uma vez, porque começa dentro de nós, é da nossa responsabilidade garantir uma Intenção pura. Nós criamos o ciclo. As palavras e expressões mais frequentes e pensamentos compulsivos enviam energia também, e por isso devemos estar sempre em alerta e conscientes da frequência que emitimos.

 

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Toda a comunicação tem um emissor e um recetor, embora frequentemente os papéis sejam trocados, para uma conversa frutífera e boa troca de conhecimento. A nossa conversação universal, ou a nossa ligação com a Fonte, também tem um emissor (a nossa intenção) e um recetor (a nossa intuição). A intuição é, portanto, a linguagem da Fonte e a mensagem vinda da Fonte (do mundo exterior, dos “outros”, do multiverso) para nós, o “feedback” (o que recebemos)! É assim que nos fortalecemos, a nossa comunicação mais íntima, o nosso amor próprio.

 

O ciclo natural da Criação e do Amor, o feed-forward e o feedback, a expansão e a contração, a entropia e a sintropia, são preservados diariamente da nossa capacidade de comunicar interiormente, enquanto compartilhamos o conhecimento com os “outros”. Assim é o processo para potencializar os outros e a nós próprios, como uma Consciência Coletiva.

 

Dar e Receber é um ciclo natural de energização. Outro elemento principal para a nossa evolução como espécie, como parte de uma “Humanidade” mais evoluída e consciente, e para todo mais além do véu do Espaço e do Tempo. Mas, primeiro, há que compreender uma base essencial, que tão frequentemente tem escapado, é que para dar temos de ter o “copo a transbordar”, e para que isso seja possível, primeiro temos de receber, não uns dos outros, mas diretamente da Fonte, da Singularidade Individual de cada um, o Coração! Sem esta pequena, mas importantíssima correção continuamos a drenar energia uns dos outros, como vampiros energéticos inconscientes. Lembrem-se da técnica H2O (Satori Rei), duas doses de Gratidão para uma de Amor, que podemos traduzir também por recebermos em dobro (uma para nos manter sãos e em equilíbrio, e outra para partilhar) e darmos uma vez, de cada vez! Tudo tem o seu correto equilíbrio, até para “dar & receber”.

 

A melhor descrição visual que encontrei até agora é uma das cenas do filme “Profecia Celestina”. Que seja uma lembrança constante de como podemos mudar o mundo!

 

eli de Lemos

 

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