Nós mentimos sobre o Amor. Mentimos a nós próprios e criamos “realidades alternativas”, como um nunca mais acabar de novelas baratas para distrair-nos do panorama principal. Não fazemos a menor ideia, somos ignorantes!

 

Interpretamos sentimentos superficiais como Amor ao mesmo tempo que obliteramos o real porque queremos sentir as “borboletas”! … talvez a sensação de “borboletas” seja um sinal de que algo está errado, um caminho errado, uma escolha errada, um “não vás mais fundo”, “Perigo à frente”.

 

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“O tempo cura tudo” e assim, com o tempo e com muita prática diária de autocura, comecei a libertar muitos bloqueios escondidos do passado e as suas respetivas emoções não resolvidas. Surpreendentemente, apercebi-me que em relação ao Amor e aos meus relacionamentos passados, amei muito mais os que fingia não sentir e não senti nada de significativo pelos que eu pensava que “amava”. Todo o meu conceito de amor se inverteu 180 graus.

 

Dependendo dos nossos próprios traumas pessoais, o meu era principalmente sobre o medo de amar e não o medo do compromisso como sempre pensei, nós permitimos histórias que perpetuam e protegem o trauma em si. Se temermos amor (o que na realidade reflete o medo do sofrimento ou da rejeição), as chances são de que os nossos casos amorosos não sejam nada sobre amor, mas um caminho mais seguro para bem longe do verdadeiro sentir. Podemos andar às voltas a questionar por que nenhum relacionamento funciona ou nunca encontramos a nossa cara metade, quando na verdade somos nós que sabotamos escolhendo “companheiros” que possam apenas arranhar a superfície dos nossos corações, se tanto. Chame-se a isso “jogar pelo seguro”.

 

Além disso, não temos nenhuma pista sobre o amor, além do amor mental, preenchendo o vazio (amor próprio), a versão do medo do amor real, o reflexo espelhado, a mente superficial baseada no físico, as hormonas desequilibradas, beleza e outros atributos fúteis, como um belo par de olhos azuis.

 

O amor real inclui muito mais, uma confiança total na Vida e no Outro, algo que não podemos controlar e, portanto, um completo tiro no escuro (O Salto da Fé) e, mais importante, autoconhecimento, amor Próprio e autossatisfação. (não buscar o conforto ou aprovação e ser feliz por conta própria), desafiando todos os padrões mentais de atração e ideias pré-conceitos de qualquer tipo. O verdadeiro amor não conhece fronteiras!

 

Não amamos verdadeiramente aquele que mais admiramos e que “representa” tudo o que queremos (ou melhor dizendo, o que pensamos que queremos), aquele que preenche todos os requisitos, pelo contrário, o verdadeiro amor é por aquele que nos irrita incondicionalmente, mais do que o normal, e faz ferver o nosso sangue sem explicação, aquele que com toda a “certeza” dizemos: “Nunca em um milhão de anos !!!”

 

Querer & Amar

 

Talvez a razão por que haja tantos corações partidos e tanta frustração seja porque acreditamos na versão errada do Amor e devemos começar a aceitar o que realmente está diante dos nossos olhos, o “irritante” melhor amigo, aquele que sempre nos confrontou pela sua presença.

 

O amor deve ser desafiador, não a versão perfeitamente “felizes para sempre” dos contos de fadas. Porque crescemos no Amor com Amor, e evoluímos apenas quando estamos na zona do desconforto, tornamo-nos melhores versões de nós mesmos, e criamos asas para voar em dimensões mais elevadas.

 

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E quando o amor não corresponde do jeito que queríamos ou esperávamos, que assim o seja. Confie na Vida e abra espaço para o desconhecido. Primeiro de tudo, não tenha expectativas e tenha em mente que as melhores coisas da vida são surpresas e as coisas que não esperamos que aconteçam. Segundo, deixe-se ir com a corrente, confie na Sincronicidade, “concentre-se” em si, foque-se no amor próprio, aprenda a andar antes de poder pular e correr. Quando o momento certo chegar, terá certeza, com todo o seu coração, alma e corpo!

 

O amor profundo não tem “borboletas”, mas um senso muito forte de “lar”!

Vem com paz interior!

 

eli de Lemos

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